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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Cantinho da Poesia com Rodrigo Luiz


Toda cor do branco

O branco é cor?
Então o papel é colorido
O preto é cor, claro.
E a noite o céu é colorido
Mas ao dia ele é azul
Será o branco ser cor?
Precisaria o pintor pintar com o branco?
Branco é a luz
Branco é o globo dos meus olhos
Branco!
Branco é a espuma do mar
A pena do galo
O pelo do gato, do rato.
Branco é a cor do prato e não a do copo
Mas o preto não
O preto é o preto, preto
da cor da noite
preto é o fundo dos meus olhos ou não
preto é a madruga, mas sem chuva
porque com chuva ela é cinza.


Minhas Capitanias

Quantas noites de verão
Pelos mares naveguei
Quantas ruas percorri
Quantos beijos eu não dei

Foi no bafo do fervor
E no abraço alheio quis
Ser eu somente eu
Sem alguém dizer que fiz

Invadi privacidades
Completei maior idade
Mas na duvida da dor
Preferi devanear

Não sou braço firme forte
Nem sisal que força aguenta
Minha mão enlaça a morte
E meus pés não se afugentam

Rodrigo Luiz

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cantinho da Poesia com Rodrigo Luiz


Ao soar do Dia


Ao soar do som do dia

Tem os pássaros e cães

Nas cirandas as crianças

Valorizam as manhãs

Quem me dera ter o dia

Todo dia ser assim

No balanço da minha rede

Para nunca ter mais fim

Não só o sol traz alegria

Quando acordo inusitado

Mas toda alegoria

Do cenário imaginário



Calafrios


Quem                           sem                                                                
      me
                           amor                                                                         
          dera       seu         tempestade                                               
                 ter                                                                      nas                                                                                                                                                                                                                                                               
                   noites
              frias
         dos                                                                                                                                              amantes.
Quem
        me
                dera.
                    

                     1

Rodrigo Luiz

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cantinho da Poesia


Malandro labuta
Não gorjeiam mais
Aquelas belas aves
Nos manguezais
E nem voam em outros “ares”
 
O sol atingi o solo
Frágil e infértil
E a criança no colo
Da pátria gentil
 
O malandro labuta
Não vai mais ao boteco
Não se importa com a morena astuta
E nem mais toca tamborim e reco-reco
 
Os jovens que antes vorazes
Agora se deixam prender
Pelas linhas dos esgares
Num sacrifício de sem querer
 
Mas alguém diz
Que o céu ainda faz-se azul
Com perfeição matiz
E a voz de um vulto nu
Num corpo sem corpo cru.
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A arte é uma parte da arte
Ou de um sonho que talvez em marte
E que se faz sua parte com inocência se o sonho arde.
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Tecido
Tece
Ter
Sido
Ido
Doce ter tido você.

Poesia envida pelo nosso leitor Rodrigo Luiz Araujo.